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Como isto funciona

Esta página existe para você poder discordar do que fizemos. Todo número que o site mostra sai das regras abaixo, e todo dado vem de fonte pública.

1. O que perguntamos

As afirmações do quiz não são inventadas: cada uma corresponde a uma votação nominal já realizada na Câmara dos Deputados. Isso é o que permite comparar você com um candidato — comparamos com um registro, não com uma promessa.

A lista completa de afirmações, com a votação vinculada a cada uma, está em theses.toml no repositório. Uma afirmação só vai ao ar depois que uma pessoa confere, na própria votação, o que o voto "Sim" significou ali. A descrição oficial de uma votação costuma dizer apenas "Mantido o texto", o que não revela o que o texto dizia — inverter uma afirmação entregaria a você exatamente o candidato oposto ao que você quis.

As 10 primeiras afirmações do questionário são as de maior peso nos dois eixos do mapa — uma "rodada rápida" que já produz um resultado. As outras 24 afinam. A ordem é fixa e igual para todo mundo; nada muda por cargo ou estado.

2. De onde vem a posição de cada candidato

Usamos a primeira fonte disponível, nesta ordem. O site sempre mostra qual delas foi usada em cada tema — posição inferida nunca aparece como se fosse declarada.

#FonteCobertura
1Questionário respondido pelo próprio candidatoem implantação
2Voto nominal do próprio candidato na votação vinculada, na Câmara ou no Senado611 candidatos: deputados e senadores em exercício
3Proposta no plano de governo registrado no TSEem implantação
4Declaração pública, com link para a fonteem implantação
5Posição da bancada do partido na mesma votaçãoquase todos os candidatos

O nível 5 usa como a bancada do partido de fato votou — a posição majoritária dos deputados daquele partido —, e não a orientação anunciada pelo líder. A orientação oficial é registrada por bloco parlamentar, com siglas truncadas na origem, enquanto o voto de cada deputado traz o partido dele de forma limpa. Quando a bancada se divide exatamente meio a meio, não atribuímos posição.

Mas maioria apertada não é o mesmo que bancada unida, e o site diz qual é o caso. Cada tema mostra quanto da bancada de fato votou daquele jeito (“73% da bancada votou assim”), e abaixo de 70% aparece marcado como bancada dividida. Isso acontece em 90 das 622 combinações de partido e tema — 14,5%. O caso mais extremo é o MDB sobre acesso a armas, decidido por 51,5% da bancada: chamar aquilo de “posição do MDB” seria dar a uma disputa interna a aparência de consenso.

Quando o candidato é deputado hoje, o voto dele vale mais que o do partido — e isso importa mais do que parece. Dos 575 candidatos que são deputados em exercício, 381 divergem da própria bancada em pelo menos um destes temas. Quando isso acontece, o site diz na tela: “votou diferente da bancada do PP em 3 temas”, e marca quais. É o que separa a pessoa da sigla.

Partidos sem bancada na Câmara não têm nível 5. Os candidatos deles aparecem com menos temas comparados, e o site diz isso em vez de preencher a lacuna com palpite.

3. Como o percentual é calculado

Para cada tema comparável, medimos a distância entre a sua resposta e a posição do candidato numa escala de três pontos (concorda, tanto faz, discorda). Marcar um tema como muito importante dobra o peso dele.

match = 1 − Σ(peso × distância) ÷ Σ(peso × 2)

Temas sem evidência sobre o candidato saem da conta — não contam a favor nem contra. Se nenhum tema puder ser comparado, o candidato não aparece no ranking: mostrar 0% seria dizer que ele discorda de você, quando na verdade não sabemos.

Em caso de empate, a ordem é sorteada de forma estável. Ordenar por nome ou por número daria vantagem a alguns candidatos, e essa não é uma vantagem que este site tenha o direito de distribuir.

4. O mapa de dois eixos

Cada afirmação recebe um peso curado à mão em dois eixos: econômico (estatista ↔ mercado) e social (progressista ↔ conservador). Peso zero é legítimo — nem toda disputa é esquerda contra direita.

Não derivamos os eixos estatisticamente das votações. No Congresso brasileiro, o principal fator que separa os votos é governo contra oposição, não ideologia; um mapa gerado assim mudaria de significado a cada troca de governo.

Os partidos e os candidatos a presidente aparecem no mesmo mapa pela mesma conta: as posições deles (voto da bancada, voto próprio ou resposta declarada) entram na fórmula como se fossem respostas, com peso igual. Só quem tem posição registrada nos dois eixos é desenhado. "Mais perto de você no mapa" é distância nesses dois eixos — não é o percentual de match, que compara tema a tema e pode dar outra ordem.

Os jogos (Adivinha como votou, Qual partido vota como você?, Monte sua bancada) usam exatamente os mesmos dados e a mesma conta desta página — voto das bancadas e voto próprio dos deputados — sem nada além disso. São uma porta de entrada para o questionário completo, não um cálculo diferente.

5. Privacidade

O cálculo inteiro roda no seu navegador. Suas respostas não são enviadas a servidor nenhum, não há login, não há cookie de rastreamento e não coletamos nem publicamos estatísticas das respostas dos usuários. Os favoritos (☆) ficam guardados só no seu aparelho, e não vão no link que você compartilha.

6. Limites que você deveria conhecer

7. Correções

Se você é candidato, assessor ou eleitor e identificou um erro, abra uma contestação no repositório do projeto. Correções são aplicadas com o histórico público, para que ninguém precise confiar na nossa palavra.

Este site compara posições declaradas e registradas. Não é recomendação de voto, não tem vínculo com partido, candidatura ou governo, e não tem nenhuma relação com o Tribunal Superior Eleitoral nem com a Justiça Eleitoral — é um projeto independente que usa os dados abertos que esses órgãos publicam. Não substitui a consulta às informações oficiais do TSE.